A RINHA DOS DESAFETOS

Disputa judicial entre prefeito Felipe e ex-prefeito Colucci chega aos autos


A audiência de conciliação, realizada ontem (02) em Ilhabela, foi um sinal verde, digamos assim, para tentar compreender como o exercício político que um fez o outro reclamar e c o outro se sentir ofendido e processar. Uma caravana se fez presente. Não houve acordo, segue o processo.

O Antonio Colucci:


O ex-prefeito ilhabelense se sentiu ofendido e processou o prefeito sebastianense Felipe Augusto. Um trecho do discurso proferido feito num evento do PSDB SÃO SEBASTIÃO no dia 18 de agosto, em se referiu a uma pessoa “xereta, que mente deliberadamente, picareta e esquerdista mentiroso”, foi considerado ofensivo.


O discurso foi gravado e posteriormente postado na rede social pela página Por dentro do BAEPI – (parceira do meu trabalho). Colucci diz nos autos que tomou “grande proporção, mais de 1.300 visualizações, gerando um enorme transtorno”.


Mas, isso ocorreu na tarde do dia 19 de agosto. Pela manhã deste mesmo dia, no entanto, o vídeo já circulava nos grupos do whatsApp e internet, assim como foi veiculado na rádio comunitária Antena 8 FM, onde estavam presentes o ex-prefeito e o vereador sebastianense, Gleivison Gaspar, e isso foi citado também pelo ex-prefeito. 


Veja o vídeo : https://www.facebook.com/antena8fm/videos/464543677463386/


Põe esse “ataque” que sofreu na conta de ter mostrado “o melhor desempenho na região, e isso está causando um grande incomodo no réu, que, por sua vez, possui uma enorme rejeição, na ordem dos incríveis 87%, conforme se pode verificar da enquete realizada pelo Portal Litoral Vale, do jornalista Moisés Figueiredo.


Acesse a Inicial do processo https://drive.google.com/open?id=1Nglu-EuiaTsdQIfWcodjSd6e4uTGjAkK

O Felipe Augusto:


Em sua defesa, o Chefe da Prefeitura de São Sebastião diz que não gravou nem reproduziu o conteúdo dito pelo desafeto político. E diz que se houve repercussão, (quase assumindo que o evento de seu partido não teve peso algum), foi porque decorreu da postagem da página citada. E, claro, diz que em momento algum citou nominalmente o político de Ilhabela.


O curioso é que discorre sobre o que seria a capivara (ficha corrida) do ilhéu, para, no frigir dos ovos, jogar com o futuro ao dizer que “o autor está em vias de ter seus direitos políticos suspensos, por força do julgamento dos recursos que deve ocorrer proximamente”.


Ou seja, Felipe já indica uma condição reservada unicamente ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo sobre deferir ou não um registro de candidatura.


CONTEXTO DE CRÍTICA POLÍTICA

“Vocês não podem, em hipótese alguma, deixar Ilhabela retroceder. Retroceder nas mãos de um xereta, de um cidadão que se mete em todas as cidades da região. Interfere nas políticas que não são alheias a ele. Mente deslavadamente. Vai em tudo que é partido e diz que é candidato. Picareta. Não deixem Ilhabela retroceder. … Não deixem Ilhabela cair na mão desse esquerdista mentiroso.”


Xereta é aquele que “participa de forma invasiva ou inadequada na vida alheia ou em assuntos particulares”, ou “bisbilhoteiro”, ou “intrometido”. E continua: “É xereta sim, porque está interferindo negativamente na política regional e prejudicando a administração das cidades do litoral norte, onde vem semeando a discórdia. Isso ocorre, pelo menos, em Ubatuba e São Sebastião, onde o autor dissemina intrigas, que conturbam o cenário político e prejudicam a administração”.


E tem mais: “A atividade política não é para fracos. Quem está há anos na vida pública como é o caso do autor (Colucci), não pode se ofender com as expressões utilizadas pelo réu (Felipe). O réu (Prefeito) tem, nos termos do art. 5o, IV e 220 da Constituição Federal liberdade de expressão e as críticas políticas que lançou contra o autor (ex-prefeito), nem de longe, podem ser consideradas ofensivas.


Embora apresentem tom ácido, as críticas proferidas não lesionaram a esfera de intimidade do apelante. Como pessoa pública, tendo exercido diversos cargos públicos nos âmbitos municipal e estadual, está mais sujeito a críticas do que o cidadão comum.

Acesse a defesa do Prefeito Felipe Augusto https://drive.google.com/open?id=1n_gT9OaxZFJkIOX1v2vHhVBGgQKC8jjc

NOSSA OPINIÃO
O Prefeito sebastianense tem processado uma porção de pessoas que o criticam. Ele se sente ofendido. Sua irmã, que responde a uma Ação Civil Pública junto com ele, que hoje fala pelo Turismo da cidade,também, inclusive processou a mim porque se sentiu ofendida por minha crítica.


Mas, quando o Prefeito se defende, diz que a crítica, mesmo em “tom ácido, não lesionaram a esfera de intimidade”. Ou é, então porque a “crítica’ dele vale, é legítima e não ofende, mas, a dos outros é diferente?


O ex-prefeito Antonio Colucci não disse em sua Inicial que se sentiu ofendido com a postagem da página operada pelo competente publicitário Mauricio Costato, pelo contrário, disse que a ofensa está nas palavras proferidas pelo Prefeito, que ganhou repercussão nas redes sociais. Não é sobre a extensão do dano, (que é imensurável), é sobre o mérito do dano, entendo eu, a que o ex-prefeito se refere. tanto é que o próprio ex-prefeito abordou o assunto na rádio Antena 8 muito antes do Baepi postar no Facebook.


O Prefeito sebastianense já havia feito algo semelhante no processo – (que ganhou) – do Ernane Primazzi, quando não assumiu nos autos o que havia dito num evento no Teatro Municipal contra o ex-prefeito de São Sebastião sobre ter mais de 20 postos de combustíveis. Usou outros argumentos na defesa, desconversou.


Nem mesmo as montanhas de barbeiragens administrativas que comete diariamente no comando do Governo, assume. O alcaide sempre encontra uma conta para debitar, se não na de ex-prefeitos, na da oposição. Em evento oficial pelo aniversário da cidade, já reclamou até do Ministério Público do Estado de São Paulo´, dizendo que este “só atrapalha”, e do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, falando que este deveria inexistir.


Tem sido recorrente dizer coisas sobre pessoas evitando citar os nomes, justamente para depois fazer de conta que não é com ele. Uma hora um Juiz pode não aceitar esse tipo de manipulação. Eu creio.


Finalmente, será importante dizer ao público como o seu sogro, o ex-prefeito de Caraguatatuba, Antonio Carlos da Silva, faz esse mesmo tipo de articulação política regional e, por quê se cala. Acabou fazendo uma leitura de inelegibilidade do desafeto ilhéu e de jogar com previsões de futurologia sobre a condição legal do ex-prefeito.
Se era para tirá-lo, acabou colocando-o de volta ao jogo.

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